quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal Luz

Aqui faço um breve e resumido registro da viagem para conhecer o Natal Luz de Gramado, no Rio Grande do Sul.
Saímos dia 28 de novembro, num voo a noite, chegando mais de meia noite, portanto, dia 29.
O hotel que reservei para pernoitar em Porto Alegre nos pegou no aeroporto e chegamos apenas para comer algo, já que as companhias aéreas, definitivamente, nada mais servem a bordo, a não ser pagando, e depois dormir.
No dia 29, após um ótimo café da manhã no Novotel, transfer para o aeroporto e retirada do carro alugado, indo em direção a serra gaúcha.
Por volta das 13:30 horas chegamos a pousada, previamente reservada, em Canela.
Aí a primeira decepção, já avaliada no site do booking.com, que utilizo a anos. Foi o pior local de hospedagem que reservei em anos de uso do site. As fotos que apresentam o lugar são tendenciosas e a pousada não passa de uma casa madeira totalmente improvisada, com 5 quartos, sendo que um é a garagem, adaptada. Não possui identificação, fica em frente a uma escola e o estacionamento é um corredor onde os veículos param um atrás do outro, a céu aberto. No dia seguinte, por volta de 7 horas da manhã, descobrimos que não conseguiríamos dormir direito durante a estada, por conta das finas paredes de madeira, que deixavam passar qualquer conversa da sala e nos permitiam ouvir os roncos do quarto ao lado.
Os proprietários são extremamente simpáticos e fazem de tudo para agradar, até porque esse é o marketing deles, já que a pousada é uma porcaria e as pessoas, eu nunca havia visto algo assim, avaliam no site com nota média de 8,8. Foi o segundo pior local em que me hospedei na vida, perdendo apenas para uma pensão, na zona de prostituição de Porto Alegre, a mais de 40 anos... rs Bem, o fato é que nos sentimos muito incomodados, sem privacidade e chegamos a pensar em ir embora mais cedo. Cuidado com notas altas de avaliação nos sites de reservas, porque dependem do público. Por exemplo, verifiquei até notas 10 de pessoas que acharam legal haver banheiro no quarto, ou então diziam que o café da manhã era fabuloso, quando não possui quase nenhuma variedade?!?! O wi-fi era sofrível e a tv do quarto, de tubo, sintonizava apenas a Globo...
Ficava em Canela e fora reservada 3 meses antes, me custando 70 reais a mais, por diária, do que cobram hoje, fazendo com que eu me sentisse lesado.
Bem, era a terceira vez que eu ia a Gramado, mas desta vez para ver o famoso Natal Luz.
O show do lago, assistido na primeira noite, após a chegada, mostrou-se digno de estar entre os grandes espetáculos pelo mundo. Adoramos!!
Ah e por ser a céu aberto, com um vento é bem frio... rs

A partir do dia seguinte, foram passeios diversos e fomos a mais um show da programação do Natal Luz, O Natal pelo Mundo, este na Expo Gramado. A propósito, os shows, mesmo comprados com antecedência e sempre lotados, chegam a custar quase 200 reais por pessoa.
Infelizmente ficou a constatação de que na região de Canela e principalmente Gramado, agem de uma forma incompatível com o turismo doméstico. Preços muitas vezes absurdos com, por exemplo, lembranças semelhantes as que se compram em qualquer cidade européia, custando quase o triplo dos preços em Euro. Ridículo!!
Os chocolates de Gramado? Nem pensar! Com menos de 40% de cacau e apresentando preços de chocolate belga...
A vinícola Jolimont, em Canela, apresenta uma visita guiada, com você pagando pela taça o equivalente a um bom vinho português, para fazer a degustação e só aceitam vender a partir de 6 garrafas. Ainda bem que não comprei nada, porque tive dor de cabeça após as provas...
A maioria das atrações e muitas lojas, sem falar na pousada que reservei, não aceitam cartões, o que é algo totalmente fora da realidade. Imagina ter que levar no bolso para visitar a região, 3, 4 mil reais...
Restaurantes apresentando cardápios cujos preços, por exemplo, num fondue para dois, podem chegar a 300 reais, incluindo bebidas e taxas...
Demos muita sorte e encontramos um restaurante entre Canela e Gramado, com deliciosa comida caseira, reposta a todo momento, onde se pode comer a vontade, com chopp artesanal local e atendimento especial. Fica aberto durante o dia apenas, servindo o almoço até o final da tarde e custa menos do que uma refeição comercial no centro do Rio. Não há churrasco, mas uma costela deliciosa, um frango assado incrível, saladas frescas e salgadinho diversos. Almoçamos lá todos os dias.
Aliás, não fizemos questão de comer churrasco, mesmo estando no Rio Grande, porque ouvimos reclamações demais, inclusive dos locais, quanto ao atendimento, qualidade e preços.
Enfim, lá é tudo é lindo e você tem a impressão de que viajou para outro país, porém...
Cheio? Sim, muito, como qualquer local turístico no mundo, mas o custo benefício poderia ser melhor.
A propósito, sempre curioso, pude ver em imobiliárias locais, que um apartamento de 2 quartos em Gramado pode custar mais do que um equivalente na zona sul do Rio de Janeiro...
Já Canela, menos badalada, é mais acessível e tudo o que compramos foi nela.
Sobre as atrações, fomos e adoramos o Parque Caracol, Parque da Ferradura, Mini Mundo, Mundo Mágico, Mundo a Vapor, Aldeia do Papai Noel (amo o Natal!!), Alpen Park, Castelinho Caracol, onde você volta no tempo, Lago Negro...



Aqui, Papai Noel no Caracol
e por toda parte hortênsias, muitas e belíssimas hortênsias!!

Sempre bom rever essas paisagens...








Aqui, o Palácio dos Festivais




e, claro, o acendimento das luzes em Gramado.



Ah e ainda assistimos, ao espetáculo de luzes da Catedral de Pedra de Canela, na última noite, com direito a lua cheia...

Há lugares, tipo museu do automóvel, museu de cera, museu da moda, etc, que acho totalmente dispensáveis, além dos locais temáticos das produtoras de chocolates. Bem, já falei sobre o que acho dos chocolates...
Fomos embora após 5 dias e concluímos que 4 dias teriam sido suficientes para curtir Gramado e Canela, por mais atrações que possuam. Mas, talvez a pousada tenha mexido com a gente. Claro que sei que existem locais e atrações diversas a cerca de 100, 120 quilômetros de distância e que merecem ser conhecidos, tipo Bento Gonçalves e Cânion de Itaimbezinho, mas o cansaço não permitiu... rs
Resumindo Gramado e Canela, o povo é educado e atencioso, as cidades são limpas, bem cuidadas e muito bonitas, mas os preços são altos até para quem paga em euro ou dólar, fazendo com que a gente se sinta explorado...
Devolvemos o carro alugado no aeroporto de Porto Alegre, onde aguardamos nosso queridíssimo amigo Marcelo, que nos levou para um agradabilíssimo almoço numa gostosa cantina, onde pudemos, junto com o igualmente querido Lalá, matar um pouco da saudade desde nosso contato em 2015, num cruzeiro pelo Mediterrâneo...
Tarde muito agradável e fomos "escoltados" de volta ao aeroporto Salgado Filho, para pegar o voo das 18:05 horas com destino ao Rio.
E chegando no Galeão, descobri que se você estiver conectado a rede do aeroporto, não conseguirá chamar um UBER... rs

Em resumo, valeu a viagem, principalmente porque o Natal, para mim, é o momento mais especial do ano, me remetendo à minha família e os shows e apresentações vistos me emocionaram muito.
Mas, se você é daqueles que não se emociona com o Natal, deixe a viagem pra outra época...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Mediterrâneo 2017 - XIII

Tivemos que acordar as 3:30 horas e sair sem café da manhã.
Chamei um UBER, que por aqui também, é uma excelente opção, com uma corrida até o aeroporto saindo por menos de 10 euros e lá fomos nós.
Com um pequeno atraso desta vez, entramos no turbo hélice ATR, que faz a ponte-aérea Lisboa-Porto.
Cansados, mas felizes...

Aqui, já nos encaminhando para descer no Porto
e o pouso, com desembarque na pista, às 8 horas da manhã.
Uma rápida conexão e decolamos, mais uma vez com atraso, as 10:30 horas, de volta para o Brasil.
O voo transcorreu melhor que o de ida, praticamente sem turbulências e as 18:40 hs pousamos no Galeão.
Após desembarcar e pegar as malas, uma rápida passagem pela free shop, pois já havia deixado feito um pedido antes de viajar e apenas completei minhas necessidades pessoais... rs
Perdemos algum tempo aguardando um funcionário da TAP para reclamar da mala danificada e fomos atendidos adequadamente, recebendo um contato para solicitar o reparo da mesma, por conta da empresa aérea.
Agora, a caminho de casa, relembrando mais uma gostosa viagem...

Minhas impressões sobre o cruzeiro pela Norwegian Cruise Lines, já registrei em post anterior. Sobre a TAP, resumindo:
- pontualidade, ruim;
- atendimento a bordo, mediano;
- atendimento em terra, ruim e desorganizado;
- comida e bebidas a bordo, boa;
- site da empresa, ruim;
- call center quando precisei, muito ruim.
Complementando, em Lisboa, na conexão de ida, esperamos um tempo absurdo pelas malas e fomos tratados com grosseria por funcionários em terra. Em Barcelona, fomos mal atendidos na reclamação de dano em uma das malas e não havia atendimento TAP, com o funcionário limitando-se a dizer que eu reclamasse na Swissport, que registrou a ocorrência e pediu que eu acionasse o meu seguro viagem...

Como resumo numérico da viagem, trouxemos mais 8 ímãs, 5 pratos e 5 globos de neve, para nossas coleções.
Além disse, fizemos 2.930 fotos é vídeos!!
Para completar e como sempre faço, registro o preço dos combustíveis, comprovando mais uma vez as reclamações infundadas e sem noção, da maioria dos brasileiros. Na Itália e na França, a gasolina estava custando o equivalente a 6,27 reais, ao câmbio de hoje (1,549 euros) e o diesel, o equivalente a 5,54 reais, também ao câmbio de hoje (1,369 euros). Esses, os menores preços vistos.
Triste como as pessoas esquecem que pagam, a preços de atacado, mais de R$ 6,20 por um litro de cerveja (tão ruim que nem poderia ser chamada de cerveja) e que a água mineral que brota do chão e quase não exige investimentos, custa, também no atacado, quase 2 reais o litro...

Bom, deixa pra lá. Agora é começar a preparar a próxima viagem...

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mediterrâneo 2017 - XII

Dia 30, chegou o momento de rever a gostosa Lisboa.
Tomando o metrô na Marquês de Pombal, próximo ao hotel, chegamos logo à Praça do Comércio.

Lá, com um belo dia de sol, tomamos o eléctrico 15 e fomos até o Mosteiro dos Jerônimos, que hoje por ser segunda-feira, está fechado, mas queremos matar a saudade dos pastéis de Belém, além de encontrar uma queridíssima amiga do Brasil, que mudou-se para cá recentemente.
Fizemos hora caminhando pela bela região



indo até o marco dos descobrimentos,

















observando o Cristo ao longe, na outra margem do Tejo
e a ponte 25 de abril.

Em frente a casa dos famosos Pastéis de Belém encontramos a eterna amiga Valéria, entramos e conversamos por um bom tempo, saboreando as delícias do local.
Pena que ninguém lembrou de fotografar o encontro, mas estaremos sempre em contato.
Após as despedidas, tomamos o eléctrico novamente, retornando e descemos no Mercado da Ribeira para, como sempre fazemos, observar e babar nos produtos locais.
Acabamos comprando um patê de bacalhau e um de cavalinha.
Na verdade, este mercado é mais como uma grande praça de alimentação e bem cheia.
Fizemos um belisco apenas, porque ficou combinado de jantarmos com outros amigos recém mudados para cá.
Saímos e fomos caminhando em direção a Praça do Comércio, já que a distância é pequena e o ticket do eléctrico custa, adquirido a bordo, 5,80 euros por pessoa... rs
Aqui a estátua do Duque da Terceira e numa lojinha próxima acabei comprando um boné, porque o sol estava muito forte e a careca já estava bem queimada... rs
A temperatura chegou a 33 graus.
Quase chegando...


Aqui a Câmara Municipal de Lisboa


e de volta a Praça do Comércio,


com o Arco da Rua Augusta
e o Cais das Colunas.

A agradável Lisboa estava bastante cheia de turistas, mesmo com o inverno começando a ficar próximo.
Percebe-se que Portugal de uma maneira geral, passou a ser definitivamente um destino turístico de destaque.


Descobri duas lojas com objetos antigos nas vitrines.
Aqui a primeira,
com rádio a válvula,

















tv de tubo,
e vidros de perfume antigos.
Sempre curto as luminárias antigas...
Agora, pausa para saborear os deliciosos bolinhos de bacalhau com queijo de ovelha cremoso da Serra da Estrela.

É pra sentar, ou comer de joelhos, com uma Sagres geladinha...

Olha a outra loja de antiguidades aí!
Sempre me lembro que já fui datilógrafo... rs



Um ancestral da calculadora financeira, a máquina de calcular juros.
De novo o Arco da Augusta
e tomamos o metrô de volta para a Praça Marquês de Pombal.

Retornamos ao hotel para um bom e refrescante banho, dar uma arrumada prévia nas malas e depois reencontrar os amigos e padrinhos Alberto e Léia, para um jantar na deliciosa Marisqueira Santa Marta, que conhecemos ano passado.
E olha que o garçom nos reconheceu e tivemos mais uma dose da grande simpatia dele.
Claro que comemos bolinhos de bacalhau e bacalhau em lascas, bebendo o bom vinho português. Finalizamos com cálices de vinho do Porto, cortesia do querido garçom.

Tivemos que nos despedir cedo, infelizmente e dormir as 22:30 horas, porque amanhã teremos que acordar as 3:30 da manhã, para iniciar a volta.
Que pena...