sexta-feira, 20 de abril de 2018

Egito 2018 - VI

Nosso cruzeiro pelo Nilo chega ao fim no dia 9 de abril e temos que acordar as 2 e 15 da madrugada, a fim de sair as 3, para pegar o voo das 5:05 horas no aeroporto de Aswan retornando ao Cairo.
Mais uma vez, desjejum na van e, após o rigoroso controle egípcio para embarque, um boeing 737-800 praticamente lotado.
O nascer do sol da janela do avião e lá vamos nós...
Teríamos o resto do dia livre, mas preferi adquirir um passeio para Memphis, a cerca de 60 quilômetros do aeroporto, facilitados pelo trânsito de feriado, indo até Saqqara,

onde está o maior sítio arqueológico do Egito. Possui várias tumbas, templos e 11 pirâmides, entre elas, as pirâmides de Teti, Userkaf e Unas.
As tumbas mais antigas datam de 3.100 a.C.
Na chegada, o círculo dos filósofos. Trata-se de um grupo de estátuas, colocadas pelos gregos ptolomaicos.
Ou, o que sorou delas...

O imenso deserto do Saara,
cavalos, camelos...
e novamente, o arqueólogo moderno. Um verdadeiro Indiana Jones... rs
Agora, a tumba de Ti, um alto funcionário da corte que serviu a 3 reis da quinta dinastia.




O túmulo possui o teto original, pinturas com cores intactas e é ricamente decorado.


A estátua de Ti fica dentro de uma sala fechada, o serdab, e pode ser vista por fendas na parede.
Apesar da secura extrema, que resulta num ar "pesado" para respirar, a emoção de estar num local como este, inebria
e gera o desejo de fotografar tudo.

Aqui, a pirâmide escalonada de Djoser.

A entrada para o complexo
e as colunas do templo de Saqqara,

onde, infelizmente, meu celular foi ao chão, caindo justamente sobre o piso de taboas, quebrando a tela e deixando o touch screen inoperante...


Do lado de fora, exposição de tapetes egípcios para venda

e entramos no Museu Imhotep, o primeiro arquiteto do Egito
Aqui, a enorme estátua "caída" de Ramsés II,


a Esfinge de Alabastro,
um túmulo

e mais Ramsés II.
Finda a visita, fomos a um restaurante típico, para um gostoso almoço egípcio.



Claro que o café tem que ser servido da forma tradicional...
Bastante cansados, voltamos ao Cairo, indo até o hotel Mercure Le Sphinx, que apesar de permitir uma vista das pirâmides,

o que nos proporciona muitas fotos,




não se mostrou digno das suas 4 estrelas, nem de pertencer a rede Mercure.
Apesar de possuir amplas e bonitas instalações, tem um péssimo serviço, staff despreparado e uma internet praticamente inexistente, pois só funciona no lobbie e com baixíssima velocidade.



Após o check in, chegando ao quarto, fui tentar inserir o chip Vodafone do meu celular quebrado, no celular de Monique e acabei danificando os contatos de leitura dos chips do telefone...
Pronto!! Estamos praticamente incomunicáveis até voltar, dependendo exclusivamente de wi-fi, através do celular dela.
Irritação a parte, tomamos um bom banho para diminuir a poeira nos corpos e fomos nos reencontrar com o grupo, a fim de sair para assistir ao espetáculo de sons e luzes, apresentado junto as famosas pirâmides de Gizé.
O espetáculo iniciou-se as 18:30 horas e, se não empolga tanto, na opinião de muitos,

ainda assim considero imperdível.


Retornamos ao hotel, um lanche e desabar na cama, após um dia tão cheio e cansativo.
Aliás, creio que muito em breve este tipo de viagem não será mais possível devido a idade... rs

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Egito 2018 - V

Hoje, domingo, decidimos sair um pouco do planejamento e adquiri então, uma excursão para Abu Simbel.
Com o Alyssa já aportado em Aswan, tivemos que acordar as 3:30 da manhã, para sair as 4:15 horas e tomar nosso café da manhã na van... rs
São quase 300 quilômetros pela estrada no deserto, extremamente bem vigiada por militares egípcios, pois a represa Nasser é vital para o país. Muitas e pesadas armas, bloqueios, verificações, blindados e proteções a prova de bala...

Pela janela, o nascer do sol no deserto...

Não, claro que não se trata da transposição do São Francisco. É um dos canais de irrigação do Nilo. Lá eles fizeram de fato...

Chegamos a beira da grande represa Nasser, que possui 500 quilômetros de comprimento e nós estamos a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Sudão,


em Abu Simbel, para conhecer dois templos da antiga Núbia, que quando da formação do lago Nasser, foram desmontados pedra por pedra por arqueólogos e especialistas do mundo inteiro e remontados acima da área inundada por completo em 1970.
Uma curiosidade: Abu, em egípcio, significa pai, portanto o lugar chama-se pai de Simbel. No Egito é comum os pais serem conhecidos através dos nomes dos filho.
Mas vamos aos templos.
Construídos em 20 anos, por ordem de Ramsés II, no século XIII a.C., são alguns dos mais bem conservados de todo o país.
O primeiro, é o templo de Ramsés...


A fachada possui 33 metros de altura e a segunda estátua está parcialmente destruída pelo terremoto de 27 a.C.


Houve 11 Ramsés no Egito, mas só Ramsés II foi chamado de o Grande. Reinou por 66 anos e morreu com cerca de 90. Sua múmia está no Museu do Cairo.

Aqui, uma vista completa do templo.

O outro templo, é o de Nefertari, uma das 42 esposas de Ramsés II e sua favorita. Seu nome significa a mais bela, a mais perfeita.


Uma vista geral dos dois templos, que não podem ser fotografados internamente e mantém diversas pinturas ainda com as cores intactas.
O local ao redor é agradável e a represa ajuda a respirar um ar não tão seco...
Tomamos o caminho de volta ao barco, observando o imenso deserto do Saara ao nosso redor.


Muitos já devem ter ouvido falar nas miragens, que podem acometer quem caminha pelo deserto, criando, por exemplo, falsas visões e ilusões de existência de água.
Então, observem pelas próximas fotos, como deve ser fácil acontecer, porque da janela da van, temos a impressão de que existem lagunas com água ao longe...


Em pleno deserto, atividade industrial poluindo...

Como sempre, procurei me informar sobre o preços da gasolina no país e, pela primeira vez, encontro uma gasolina barata, aliás bem mais barata do que no Brasil: menos de 1 real o litro.
A cada momento as maluquices no trânsito do país se sucedem diante de nossos olhos,
apesar das placas... kkkkk
Chegamos de volta ao barco em Aswan, por volta das 13:30 horas, para almoçar e continuar a excursão na parte da tarde.

Alimentados, tomamos uma paluca, barco típico do rio Nilo.
A bordo, o "piloto" oferece algumas bugigangas

e seguimos navegando nos arrastando, quase sem vento, observando as margens do rio.
Mesquitas,
templos e escavações,

mais palucas


e, após mudar de barco, tomando um a motor, fomos "abordados", assim com dias atrás, agora por garotos oferecendo quinquilharias. 
Aqui a entrada do Jardim Botânico de Aswan

e continuamos navegando,


Muitas plantas de papiro nas margens, oferecendo belas imagens...




Então chegamos ao local onde, antes da formação da represa, haviam quedas d´água. Elas ficaram submersas e no local existem muitas pedras submersas e redemoinhos na água, exigindo muita atenção por parte dos barqueiros.

Aliás, no nosso caso o barco é conduzido por dois meninos, com 13 anos de idade, mas experientes... rs


Em seguida, fomos levados ao local onde vive o povo Núbio, deslocado de seu lugar de origem pelo enchimento da represa Nasser.
Entramos em uma típica casa núbia

e haviam crocodilos em um tanque, no seu interior...
Este, maior, tem 16 anos e fica preso,

mas os menores não amedrontam tanto... rs


A casa é arejada, aberta e com poucas áreas com telhado. Afinal, por aqui chuva é praticamente inexistente, né.


Senti nessa casa um grande tranquilidade e uma ótima sensação de paz de espírito.
Hora do chai,

observando as pinturas pelas paredes
e depois, tatuagens de hena, como cortesia...

O símbolo da vida e meu nome em árabe.
O forno de pão, os narguiles


e a oferta de pão acompanhado de queijo picante de búfalo e melado.
Os núbios tem origem africana e são apontados como a mais antiga civilização da África. Foram escravizados pelos egípcios em 3.100 a.C.
São um povo claramente com inocência de atitude, que nada ambiciona e só se relaciona entre eles. Levam vida extremamente simples e dentro dessa casa foi o local em que me senti melhor em toda a viagem.

Retornando ao barco, retomamos a navegação e surgiu o hotel onde Agatha Christie, em 1937, escreveu Morte no Nilo, estória que será transformada em filme esta ano.

Ilha Elefantina, com inscrições antigas e que também possui um nilômetro
e navegamos de volta à cidade.
A bordo de charretes agora, iniciamos um passeio por Aswan.






Como todas as cidades egípcias, além do trânsito caótico, é feia e sem cor.

Nosso guia nos informou que a maioria dos edifícios não possui acabamento, porque isso permite que os proprietários não paguem impostos...








Agora a aguardada parada num mercado de especiarias!

Quantas cores, quantos cheiros, quanta coisa...


Bem, comprei carcade, que é tomado como chá, quente ou gelado e nada mais é do que chá de hibisco.
De cor rosada, é delicioso gelado.
Comprei também chá de abacaxi, mix de temperos misturados na hora, para saladas e peixes e, o famoso (e caríssimo!) açafrão...
Retornamos às charretes e tomamos o caminho de volta.
Aqui algo próximo a uma padaria, numa das ruas

e a estação ferroviária de Aswan.
Nossa charrete foi conduzida por um homem, acompanhado de seu filho, aparentando cerca de 11 anos, que nos emocionou ao ver as manifestações de carinho entre eles. Não resistimos a um gostoso abraço no menino e uma propina de agradecimento por tanto amor que eles transmitiam...
Já a bordo do Alyssa, banho, jantar e show núbio, além de apresentação de danças árabes.

Impressionante o quanto esse dançarino girou sem parar. Quase inacreditável!!

Como amanhã sairemos muitíssimo cedo, tratei de acertar a conta de extras a bordo, fizemos as malas e deitamos as 22:30 horas.
Amanhã, rumo ao Cairo!!