sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A profissão mais honesta.

Como já fui um empregado concursado, creio que tenho direito de resposta ao ex presidente da República, Lula, diante da declaração de que a profissão mais honesta é a de político, pois quem é concursado tem emprego garantido para o resto da vida e pronto. Bem, vamos lá.

Fui concursado, aliás, por duas vezes, em grandes empresas, sendo uma delas estatal e posso afirmar com convicção que para chegar lá, estudei, me dediquei, fiz provas de algumas horas de duração, passei por avaliações médica e psicológica, algo a que os políticos não são obrigados. Acrescento que a taxa de inscrição foi paga integralmente por mim e, importante: tive que apresentar, além da comprovação de estudo, atestado de bons antecedentes, o que já inviabilizaria a prestação do exame por parte de muitos políticos...

Numa segunda etapa, mais de um ano depois do resultado, tive que passar por um processo classificatório interno, sem remuneração e sem sequer ter sido admitido ainda. Esse processo eliminou alguns candidatos, mesmo após a aprovação inicial e foi, exclusivamente, por critérios técnicos.
Olha, garanto que não adianta tentar prometer algo aos avaliadores, desqualificar os outros concorrentes, muito menos propor alguma vantagem posterior, durante o exercício da profissão, tipo, parte do salário, algum tipo de bolsa ou algum tipo de assessoria ou secretaria, até porque é impossível nomear alguém. Ah, saiba que tive que deixar o emprego que tinha, para isso...

Na sequência, após essa nova "peneira", passei um ano como estagiário, até ser de fato efetivado.
Muitos políticos, caso tivessem que passar por um estágio, provavelmente não conseguiriam ser efetivados...

Daí em diante, sempre recebi meu salário em dia, porém, um salário que nunca me permitiu adquirir algum sítio ou triplex na praia, até porque nunca ninguém me financiou, a não ser a renda do meu próprio trabalho...

No meu caso, ainda um detalhe: o trabalho não era em escritório. Tratava-se de atividade de alto risco, daquela em que os bancos não aceitam fazer seguro de vida e em regime de turno de revezamento. Aquele regime de trabalho que atrapalha a vida social da gente, sem falar na vida familiar. Políticos escolhem seus horários e trabalham quando assim o desejam...

Nunca tive auxílio moradia, a não ser quando o local de trabalho era alterado por interesse da empresa e, ainda assim, recebido temporariamente, muito menos passagens aéreas para visitar minha cidade ou algum parente...

Nunca tive algo como imunidade parlamentar e poderia ser responsabilizado por qualquer ato, de imediato, estando sujeito a comissões internas e punições em caso de comprovação de erro, independente de dolo...

Vi pessoas serem demitidas por baixa produtividade. Eu próprio assinei uma delas. Vi pessoas perderem seus cargos por erros, apesar de comprovada ausência de dolo...
Durante o exercício de funções gerenciais, ao invés de maior tranquilidade ou alguma imunidade, as cobranças aumentavam e qualquer falha poderia configurar falta administrativa, perda da função e demais punições...

Trabalhei durante 34 anos na empresa, sem ter atrasado ou faltado um dia sequer, a não ser em dois momentos com graves problemas de saúde que geraram internações hospitalares e as devidas licenças médicas. No caso dos políticos, basta ir à rua de 4 em 4 anos, pedindo votos e exibindo obras que nem sabem explicar como foram feitas, além de contar com apoio financeiro de terceiros, para se manter na "atividade"...

A aposentadoria veio após 40 anos de trabalho, resultando em pouco mais de 60% do benefício máximo do INSS, felizmente complementado por previdência privada para a qual contribuí mensalmente, durante 34 anos, com quase 15% do meu salário e continuo contribuindo com cerca de 10% até hoje. Aliás, provavelmente a partir do ano que vêm terei que arcar com os custos do prejuízo do meu fundo de pensão, causado, pasme, por políticos como o senhor...
O plano de saúde eu continuo pagando...

Como patrimônio, minha residência, o meu último carro, comprado 7 anos atrás e a condição de poder viajar algumas vezes.
Dívidas, apenas aquelas geradas justamente pelos políticos, péssimos e despreparados, ou seja, impostos excessivos e sem retorno, tarifas públicas extorsivas para uma péssima infra estrutura...
E agora, Lula, te lanço um desafio, que você mesmo, na sua fala, dá a entender como fácil:
PASSE NUM CONCURSO!!

Finalizo com a frase do escritor e psicólogo português, Antonio Lobo Antunes:

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

De quem é a culpa?!?


Tenho observado as propagandas e os candidatos a vereador, em grandes cidades brasileiras e percebo que o eleitor é tão desinformado, que é capaz de aceitar qualquer besteira dita pelos postulantes.
Usando a maior cidade brasileira como exemplo, São Paulo, os candidatos colocam como bandeiras, coisas como: contra a retirada de direitos, pela construção de uma greve geral, pelo congelamento de preços, reajuste salarial pela inflação, pelos esportes radicais, pela educação contempladora, pela melhoria permanente, legislar (sic), melhorar a distribuição de renda, pela mudança no quadro político, política hacker(?!?!) e por aí vai.
Pergunto: o que essas bandeiras tem a ver com a função de um vereador, ou mesmo de um prefeito?? É puro chavão marqueteiro!!
Tem partido que só permite que os candidatos escolham entre duas palavras chave, tipo saúde e educação, ou saúde e segurança e por aí vai... rs  E tem candidatos, em número superior a 20% do total, que sequer tem alguma bandeira ou proposta, limitando-se a se candidatar.
Mais de 40% dos candidatos afirmam ter patrimônio zero. Cerca de 5% dos candidatos apenas lê e escreve ou tem o ensino fundamental incompleto e outros 11% tem o ensino médio incompleto.

Nas eleições para prefeito, das duas maiores cidades do país, as perspectivas se equivalem, com o líder nas pesquisas em São Paulo já tendo sido até processado por exercício ilegal da profissão e diversas outros crimes ou contravenções e o do Rio de Janeiro, que mistura religião e política, já tendo até mentido em seu currículo.

Claro que existem candidatos sérios, outros partidos, mas será que o eleitor está preocupado em pesquisar, em descobrir, em votar para melhorar de fato? Bem, acho que prefere se divertir pelos 4 anos seguintes, reclamando e xingando? No mínimo gera algumas boas piadas e alguns stand up comedy´s...

Acorda, Brasil!!
Não adianta reclamar depois. Afinal, é você mesmo que estaciona em vagas para idosos e deficientes, você mesmo que não cede o assento no transporte público, você mesmo que sonega impostos, você mesmo que compra pirataria, você mesmo que fura fila, você mesmo que anda pelo acostamento, você mesmo que pára em fila dupla, porque é só um instantinho, você mesmo que dirige pela faixa errada, você mesmo que faz "gato", seja de luz, água, tv ou qualquer coisa, você mesmo que invade terrenos e faz construções irregulares, você mesmo que polui queimando as encostas para construir, você mesmo que queima lixo e também polui, você mesmo que tenta pear qualquer coisinha e não pagar, você mesmo que não liga para o que o seu filho faz na escola e o defende cegamente, você mesmo que aumenta o volume do som na sua casa e dane-se o vizinho, você que acha que...
Resumindo, você que acha que o problema é dos outros, ou que o problema é dos políticos...

Cada povo tem o governo que merece...

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mudança na aposentadoria

Sei que posso ser considerado suspeito para falar sobre aposentadoria porque já estou aposentado, mas, vamos lá.
Na verdade, aposentei em 2013, após 40 anos de trabalho, sendo 36 com registro em carteira e, destes, 20 anos em atividades perigosas, insalubres e em turnos de revezamento. Tinha então 54 anos e continuei trabalhando mais 2 anos e meio, porque me achava novo para parar e só resolvi fazê-lo, após uma experiência de três paradas cardíacas e 4 meses de UTI hospitalar. Explico que nada teve a ver com idade e sim com o vício do tabagismo.
Adorava meu trabalho e só me ressentia da cada vez pior qualidade de vida, proporcionada pelas cidades grandes brasileiras, para continuar trabalhando.
No primeiro sistema previdenciário, de 1934, do governo Vargas, a idade mínima para a aposentadoria era de 65 anos e a expectativa de vida era de menos de 40 anos. Hoje, está sendo proposta, novamente, a idade mínima de 65 anos e a expectativa de vida é de 78 anos...
Na verdade, o Brasil possui uma das mais baixas médias de idade para aposentadoria do mundo, com 57,5 anos, sendo que em países como França e Argentina, a idade mínima é de 65 anos, 66 nos Estados Unidos e 67 na Grécia, que, aliás, elevou em 2015, porque até então era de 57 anos e o país estava economicamente "quebrado". Em países como Rússia, China e Índia, a idade mínima para aposentadoria é de 60 anos. No Canadá, Chile e México, a idade mínima é de 65 anos. Em resumo,no mundo inteiro está entre 60 e 65 anos.
Então vamos lá. O Brasil está economicamente estagnado, a Previdência está a beira da falência, com um déficit que em breve não caberá no orçamento da União, o crescimento vegetativo, como na maior parte do mundo, diminuindo ano a ano, com cada vez menos gente economicamente ativa a sustentar inativos e isso é problema até nas maiores economias do mundo. Gente, isso é economia básica...
Aliás, acrescento que não ganho pelo teto de aposentadoria, mesmo tendo recebido um ótimo salário a maior parte da vida e contribuído sempre pelo teto e devo cerca de 80% da minha renda, hoje, à previdência privada, para a qual contribuí,durante 34 anos, com 14% do meus rendimentos mensais e continuo contribuindo mesmo aposentado, com cerca de 9% do que recebo da seguridade privada.

Bem, voltando,  por que tanta revolta com a proposta de alteração da idade mínima para aposentadoria??
Por que esse oportunismo acusando a saída do PT do poder, como responsável pelas novas propostas? Afinal, já não temos o fator previdenciário, defendido e apoiado pelo próprio PT, lembram-se?
Isso sem entrar na questão da provável redução da minha aposentadoria a partir do ano que vêm, causada pela gestão fraudulenta da minha previdência privada, por parte do governo corrupto recém apeado do poder...

Eu poderia trabalhar mais 8 anos, para completar os 65 anos propostos e ter direito a me aposentar pela nova regra? Sei que sim, mesmo após o que passei em 2014.
Aliás, eu teria continuado mais uns anos, não fosse o aparelhamento feito pelo partido, até então detentor do poder, na empresa em que eu trabalhava e a destruição resultante, com o fim da meritocracia e o total desequilíbrio financeiro resultante dos esquemas de corrupção.
Claro que eu não gostaria de me ver obrigado a trabalhar esses anos a mais. Ninguém gostaria e ninguém quer, mas, qual a alternativa?
O país, quebrado, não conseguir mais pagar as aposentadorias e ficarmos, quase todos, a míngua?

Lembrei da frase: "Envelhecer é ruim, mas a outra opção é muito pior"...

domingo, 28 de agosto de 2016

Amor em Sampa

E depois de muito, muito tempo, posto um comentário sobre uma obra vista por mim.
Vamos lá. Primeira surpresa, é um musical e brasileiro. Produção da família Bruna e Carlos Alberto Riccelli. O roteiro não surpreende, mas consegue ligar todos os personagens.
Histórias urbanas entrelaçadas, de paulistanos, com humor e amor. Com uma certa ingenuidade, despejando esperanças sobre São Paulo, em clima de musical anos 40.
Rodrigo Lombardi, Mariana Lima, Edu Moscovis, a engraçada Miá Mello e, fazendo dupla gay, Marcelo Airoldi e Tiago Abravanel. Tem ainda as meninas Bianca Muller e Letícia Colin, como as aspirantes ao estrelato.
Gostei e gostei muito! Podem falar de estereótipos, mas foi gostoso assistir aos tipos que, afinal, dão vida à megalópole.
Algumas boas imagens da cidade e atuações competentes.
São Paulo, cidade feita das histórias dos que nela habitam e se apaixonam por ela.
Pra mim, vale uma nota 3,5 em 5.
Sim, há amor em Sampa!!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Farol baixo

Apesar de não concordar om a obrigatoriedade do farol baixo nas rodovias, teço algumas considerações a respeito, já que, pelo que conheço dirigindo mundo afora, acho o motorista brasileiro entre os piores de todos.
A esmagadora maioria, sempre metida a esperta, não passa de um bando de idiotas do volante. Sem falar nos hipócritas, capazes de ficar parado num sinal de pedestre, de uma rua deserta, às 3 da manhã, numa zona de risco de uma grande metrópole, bloqueando a passagem. O mesmo hipócrita sem noção que é capaz de estacionar numa vaga para idosos ou deficientes. O mesmo hipócrita sem noção que acha que se a velocidade máxima é 40 km/h, ele fica na esquerda da via e quem está atrás que respeite, virando, de repente um fiscal da lei... rs
Sem falar na ignorância de motoristas que acreditam que "dar uma paradinha" não prejudica o trânsito, até porque, provavelmente, fugiram, cabularam a aula, que explicava o que é reação em cadeia...
Antes de mais nada, o farol baixo aceso, de dia, é muito eficiente em países normalmente no hemisfério norte, onde a incidência solar é bem inferior a do Brasil. Aqui, a cor do veículo é tão ou mais importante do que o faro baixo aceso. A preferência nacional é por veículos pretos, brancos, prata, cinza, grafite e... são as cores mais difíceis de serem distinguidas à distância.
Na chamada hora do "lusco fusco", por exemplo, como dizia meu finado pai, se seu carro não for cor de laranja, amarelo, verde claro, ou até mesmo vermelho, você dificilmente será visto adequadamente, sob o aspecto segurança.
Bem, vamos às considerações.
Primeiro, de nada adianta acender o farol, se você anda pela faixa da esquerda o tempo todo, na velocidade que quer, ignorando o fluxo de tráfego.
Segundo, de nada adianta acender o farol, se você ultrapassa pela direita e até mesmo pelo acostamento.
Terceiro, de nada adianta acender o farol, se você não utiliza as setas ao fazer conversões, ou simplesmente muda de faixa de rolamento.
Quarto, de nada adianta o farol aceso, se você não presta atenção se as luzes de freio do seu veículo estão funcionando.
Quinto, de nada adianta o farol aceso, se você fala ao celular e até mesmo digita, enquanto dirige.
Sexto, de nada adianta o farol aceso, se você dirige de uma forma que acha acidental capotar um veículo em zona urbana, perder o controle numa reta, também urbana, e se acidentar.
Sétimo, de nada adianta o farol aceso, se você age como se ao ligar seu veículo e sair dirigindo, acha que é como se tivesse ligado um ventilador e se esquece de que ele pode gerar as consequências de uma arma, ferindo e matando.
Oitavo, de nada adianta o farol aceso, se você nem consegue entender qual o efeito esperado.
Nono, de nada adianta o farol aceso, se você não tem noção de quando está ou não está na preferencial, de quando deve ou não deve parar e esperar.
Décimo, de nada adianta aprender a acender o farol, apenas para não ser multado, se você não tem a real noção do que é o ato de conduzir um veículo automotor e dos riscos envolvidos...
Resumindo: não adianta acender o farol, se você não sabe, de fato, dirigir. Precisa até que alguém explique o que é o farol baixo e como o acende.
Sem falar nos que têm noção limitada de cidadania e agem como donos da rua...

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Por que sou revoltado com o PT

Em 1.973, com 14 anos, eu fiquei indignado vendo a tristeza de minha mãe, professora estadual, tendo que seguir uma "determinação superior", exigindo a aprovação de todos os estudantes no antigo primeiro grau, além de ter que lecionar as novas disciplinas, Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira, ao invés de História.
Em 1.977, com 17 para 18 anos, aprovado no vestibular para engenharia, iniciei o curso e me incomodava ver uma viatura policial não caracterizada, observando-me, juntamente com meus colegas, enquanto bebíamos cerveja e cantávamos Vandré, no bar da esquina, às sextas feiras.
Em 1.978, eleito para o Centro Acadêmico da faculdade, fui chamado à reitoria, na presença de "estranhos" observadores, por ter criado um informativo, com o nome de Liderança e publicado no primeiro número, uma matéria com Darcy Ribeiro sobre a educação no Brasil. Descobri muitos anos depois que fui fichado no extinto DOPS, Departamento de Ordem Pública e Social, onde muitos, inclusive alguns colegas meus, sofreram...
Bem, minha educação e minha visão de mundo, nunca me permitiram radicalizar ou aceitar os colegas que radicalizavam.
Em 1.980 (eu já trabalhava desde 76), concursado, ingressei na Companhia Docas de Santos e participei da primeira greve no Porto de Santos, desde 64, chegando a enfrentar meu finado tio avô, que à época era chefe de segurança da companhia, acreditando em minhas convicções.
Em 1.982, ano em que o PT foi oficialmente criado, também concursado, ingressei na PETROBRAS, aonde meu amado pai trabalhava desde 1.953 (ainda CNP), em turno e em área de risco.
Em 1.984 e até 1.994, respeitei e fiz todas as greves, partilhando decisões sindicais, ditas como "da categoria". Porém, por mais idealista que fosse, logo estava percebendo os artifícios baixos usados pelo "sindicalismo" brasileiro, pelego e barato e compreendendo o que meu pai dizia: No Brasil, o sindicalismo não é sério, meu filho...
Em 1.995 recusei uma promoção por achar que estaria ferindo meus princípios, já que eu não preenchia todos os requisitos necessários e acreditava que não contribuiria para a companhia pois não teria o respeito dos meus futuros subalternos. E isso, mesmo diante da oferta patronal de passar por cima dos requisitos porque, naquele momento, precisavam (sic) dos meus préstimos.
Em 1.996 fui convidado a ser coordenador e aceitei, feliz por ter sido fiel aos meus princípios e ter recebido a recompensa da empresa.
Meu pai desde cedo me ensinou muito mais do que o valor, mas a importância e a necessidade do trabalho. Ele, que, entre as décadas de 60 e 70, apesar de empregado na estatal, teve mais duas atividades, a fim de prover à família aquilo que lhe havia faltado um dia, como arrimo de família, que engraxara sapatos e vendera bilhetes de loteria pelas ruas, na década de 40.
Recebi todas as lições de que precisei, ouvindo frases, como: "Não basta ser honesto, meu filho; tem que parecer honesto". "Vivemos num país em que as pessoas tem que aprender a não ter vergonha do que tem e sim, de como obteve."
Quando ele aposentou, o dinheiro que recebeu, referente a fundo de garantia e aplicações financeiras, juntadas com muito suor, foram bloqueadas pelo então presidente Collor, posteriormente vítima de impeachment apoiado fervorosamente pelo PT. Ainda assim, meu pai dizia, cuidado, no Brasil o sindicalismo não é sério; é mal intencionado, pelego e joga com as mesmas armas da chamada extrema direita. E, claro, sindicalismo e PT são coisas que se confundem.
Os anos passaram, meu pai foi embora para outro plano e ficou absolutamente claro no meu dia a dia, que o sindicalismo usava de artifícios, no mínimo, duvidosos, tentando justificar os meios pelos fins. Vivenciei eu próprio, ações e atitudes espúrias por parte da chamada esquerda, através daquele tipo de sindicato, sempre tentando passar por cima de todos, de forma exatamente igual aos que acusava.
Apesar de tudo e mesmo assim, ainda depositava esperanças nessa chamada esquerda, acreditando que tudo poderia melhorar e as desigualdades e explorações poderiam ter fim.
Em 1.999 passei a trabalhar com tecnologia, combustíveis especiais e acompanhei a Petrobras tornando-se, a maior empresa do hemisfério sul. Vibrava e a defendia com fervor!!
Em 2002 cheguei a me emocionar quando Lula foi eleito...
Mais uma vez, com o passar dos anos comecei a perceber, que a meritocracia perdia espaço cada dia mais e de forma nunca antes vista com outros partidos no poder. Se antes indicavam as pessoas para funções diretivas, de gerência executiva e algumas gerências gerais, de repente, o PT, além daqueles cargos, começou a indicar também os gerentes, gerentes setoriais, coordenadores e até os supervisores operacionais...
Lógico que os problemas começaram a surgir e a maior empresa do hemisfério sul começou a ficar mais e mais vulnerável.
Em 2002, também, fui convidado a trabalhar na área de planejamento e lá, mesmo sendo apenas mais um, na sede, comecei a assistir a investidas políticas cada dia mais ousadas.
Em 2003 já chegavam propostas e pedidos às áreas da companhia, totalmente descabidos e que geralmente não resistiam sequer as análises mais básicas, mais primárias, de viabilidade técnica. Comecei a presenciar os ex-sindicalistas ocupando posições técnicas e estratégicas na sede, sem o menor preparo e sem a menor noção de trabalho...
Entre 2004 e 2005 assisti a criação de uma gerência executiva, com dezenas de gerências gerais, gerências, gerências setoriais e coordenações no seu organograma, ocupada por quem até chorou em rede nacional menos de dez anos depois, alegando não ser responsável...
Em 2007, já em outra área, fui convidado a ser gerente setorial, por meus méritos e aceitei.
Em 2008, indicado e aceito pelo corpo técnico para ser gerente, acabei preterido no último momento, por não ter aceitado prestar contas ao sindicato. Aliás, cheguei explicitamente a receber essa "sugestão" por parte de um gerente, até hoje em função de confiança, oriundo dos quadros sindicais...
Em 2009, optei por entregar a gerência setorial e retornar à sede, me preocupando mais com minha vida pessoal.
Em 2012 me aposentei e continuei trabalhando, por adorar minhas atividades.
Em 2015, com responsabilidades gerenciais, ainda que sem nomeação oficial, e com atuação na cadeia de qualidade de produto, resolvi deixar a empresa definitivamente, através da demissão incentivada, compreendendo que a Petrobras não é e talvez nunca mais volte a ser, a mesma empresa.
Ainda assim, sempre estarei na torcida para que as pessoas sérias e bem intencionadas que nela se encontram, consigam reverter o quadro atual.
Hoje, assim como meu pai, sou mais um aposentado roubado, já que os sindicalistas tomaram conta do meu fundo de pensão e o espoliaram.
Ele foi roubado pela chamada direita, eu por aquele que representava as esperanças de mudança, de saneamento, o PT....

Por que sou revoltado com o PT?
Porque foi a esperança da minha geração, de melhoria social e de maior respeito a cidadania no Brasil.
Porque foi a esperança de demolição do "status quo" vigente desde a época do Brasil colônia.
Porque ao invés de extirpar o câncer, permitiu a metástase, adoecendo todo o corpo.
Porque ao invés de combater o crime, criou uma organização criminosa muito maior.
Porque só consegue se defender, acusando, já que possui em seus quadros e entre seus defensores, pessoas que só conseguem vociferar contra os outros, sendo absolutamente incapazes de provar sua inocência, em todas as acusações.
Porque inseriu pessoas na Petrobras sem condições de exercer atividade séria, bem como para roubar a empresa, se aproveitando, também, de algumas já existentes. Até gerente que choramingou na mídia, quando na verdade foi responsável por muitos desvios.
Porque hoje conheço pessoas inteligentes e bem intencionadas, a maioria 10, 15, 20 anos mais novas do que eu e que também desejam o melhor para o país, mas que continuam defendendo essa organização criminosa, travestida de partido político. Porque, creio eu, é gente que não viveu os dois momentos políticos do país e que se acha com consciência política, baseada em meias verdades oriundas do sindicalismo, não da classe trabalhadora; dos livros de "história", não das realidades vividas pela nação...
Porque os casos de corrupção se tornaram tão escandalosos quanto indefensáveis, "obrigando" a apuração, já que viraram tapas na cara do cidadão decente.
Porque em tempos de optar pelo menos ruim, o PT jamais será essa opção!!
Porque criou condições e clima social e político para a privatização da tecnicamente eficiente PETROBRAS, tão querida e defendida por gente como eu e como meu pai, loteando-a  e extorquindo-a como se fosse sua propriedade. Tudo o mais que possa ser dito é insignificante perto do que fizeram na companhia. Praticamente "prepararam" a privatização, com tudo o que fizeram na empresa...

Crime, em todas as esferas, inclusive dentro das estatais, sempre houve e muitas vezes até já conhecíamos os criminosos, aguardando o dia em que o PT iria acabar com eles.
Ao invés disso, ele optou por comandar a criminalidade e nunca se viu tanto roubo neste país!
E, mesmo no comando, o PT foi tão ganancioso, tão sem noção, que hoje se vê, praticamente, sem apoio de nenhum dos outros criminosos...

Por tudo isso, clamo e desejo a cassação do registro desse "partido"...

terça-feira, 28 de junho de 2016

Nova York 2016 - X

E chega o dia de voltar para casa, em terras tupiniquins.
Como temos que fazer check out até as 11 horas, malas feitas e guardadas na recepção.
Lógico, pausa para uma selfie no belo hall de entrada do Imperial Court.
Umas fotos de alguns edifícios da região

e o rotineiro café da manhã no Europan da Broadway Avenue, hoje aparecendo através desta foto.

Mais caminhadas, para não perder o hábito e "despedir" da Big Apple, uma visita a ótima loja Bed, Bath & Beyond, também na Avenida Broadway, para uma ou duas coisinhas que estão a quase um quarto do preço que custam no Brasil, uma refeição leve e retorno ao hotel para aguardar o transfer, marcado para as 15:40 horas e que chegou às 16:15.
Tudo bem, se a van não tivesse que buscar uma garota no Harlem e depois, acabarmos "presos" no trânsito já praticamente de hora do rush de Ney York.
O safo motorista jamaicano, que vibrou muito quando soube que eu era brasileiro, ajudou a vencer o trânsito...
Além do estresse causado pela Super Shuttle, chegamos no aeroporto JFK já com o check in do voo iniciado e com uma fila grande, mal administrada e que nos fez demorar cerca de uma hora e meia para conseguir despachar as malas.
LATAM, de preferência, nunca mais. A companhia aérea já vinha piorando ano a ano e após a fusão com a LAN ficou péssima!!

Bela propaganda da American Airlines, que também está longe de ser das melhores, no aeroporto.
Após um passeada pelas free shops do JFK e uma pequena comprinha, que por aqui, por motivos aduaneiros, só é entregue na entrada do avião, tivemos um atraso de mais de uma hora para o embarque, pois a aeronave não havia chegado ainda e uma hora e meia para a decolagem, né LATAM. 
Finalmente no ar, a caminho, uma última foto de Manhattan...
























Ao longo da viagem, foram 1.242 fotos e vídeos e eu que estava preocupado em acabar sendo meio chato ficar tantos dias seguidos numa metrópole como Nova York, acabei gostando e percebendo que ficou muita coisa ainda, sem ser vista.

Voo com turbulência, mas não tanto quanto na vinda. A comida de bordo, como virou praxe na LATAM, sem gosto e o avião completamente lotado, já que a frequência de voos vêm sendo drasticamente reduzida. Mas, tudo bem, apesar da falta de sono, assisti a outro excelente filme e com cerca de 25 minutos de atraso, pousamos no Galeão.
Desta vez a passagem pela Polícia Federal foi ágil e aí foi só apanhar minha encomenda, pre reservada antes da viagem, na free shop e rumar para o táxi, infelizmente, no setor de embarque do aeroporto.
Pois é, mesmo solicitando antecipadamente e reservando um táxi de cooperativa, de Niterói, sempre fugindo da grande maioria dos taxistas sem noção do Rio de Janeiro, houve algum estresse para tomá-lo, já que a fiscalização de transportes da cidade estava rondando e eles multam e rebocam qualquer táxi que não seja "do aeroporto", ou seja, da máfia. A gente acaba tendo que agir furtivamente para ter o direito de tomar o táxi que escolheu pagar...
É muito desagradável e você percebe muito claramente, que retornou ao mundo em que o cidadão está perto do último lugar na escala de importância, porque as coisas não são feitas para funcionar ou atender a ele...

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nova York 2016 - IX

Dia 15, penúltimo dia em Nova York e, como sempre, saímos para o café e caminhadas de praxe.

Sempre muito legal observar os magníficos arranha céus, ainda mais com essa sequência de dias ensolarados e de temperatura agradável. Hoje, 29 graus.


Puxa, demoramos a fotografar um dos "famosos" ônibus escolares norte americanos...


Voltamos à região da Times Square, onde, claro, ainda há muita coisa a ser explorada.
A começar pela loja de chocolates Hershey´s.

Só o cheiro de chocolate no interior da loja, já deixa qualquer um maluco...

e dá vontade de comprar tudo!!
Bom, compramos só umas coisinhas (não deu nem US$ 50,00... rs) e fomos em frente, visitando e conferindo outras lojas pelas redondezas. Umas peças básicas na Aéropostale, que estava em queima de preços, umas coisinhas na Walgreens,
comidinhas, mais uma vez num food truck e seguimos caminhando até Columbus Circle,

por conta da boa dica da amiga Patrícia, para visitar o Supermercado Whole Foods. Uma loja bem grande e completa, onde aproveitamos para conferir temperos e outros itens.
Volta ao belo prédio do hotel, com sua imponente entrada,

para guardar as aquisições do dia e uma chata e demorada ligação para confirmar o transfer de amanhã ao aeroporto. A tal de Super Shuttle se mostra, cada vez mais, bem ruinzinha...
Deixa pra lá, porque agora e hora de ir ao Riverside Park, logo aqui ao lado, conferir o pôr do sol.

Trata-se de um local bastante agradável, com barzinhos, gente bonita e alegre curtindo uma happy hour, entre patins, bikes e skates.
É uma faixa estreita de área verde, com 6 quilômetros de comprimento, margeando o Rio Hudson. Possui uma marina, ciclovias, faixas de caminhada, bancos, banheiros e quadras poliesportivas públicas. Tudo conservado e funcionando.

E, já passando das 21 horas, em agradáveis 18 graus, o espetáculo natural fica cada vez mais belo...
Do lado de lá, New Jersey.


Dizer mais o quê??
Amanhã, dia da partida...

domingo, 26 de junho de 2016

Nova York 2016 - VIII

O dia 14 começou com a limusine nos esperando próximo ao hotel, mas optamos por caminhar, como sempre... rs

Mais um dia ensolarado, com 25 graus.
Após o café, rumei à Apple Store próxima, a de Upper West Side numa última tentativa de comprar o iPhone que quero e... nada feito. Soube que, definitivamente, não há disponibilidade em nenhuma loja Apple, para pronta entrega, no modelo SE, que eu desejo, em todo o país.
Acabei comprando o último modelo, por mais que eu achasse desnecessário, mas, afinal, é mais de mil reais mais barato que no Brasil...
Mais uma vez, mesmo adquirindo um produto caro, o atendimento por parte do vendedor, aliás, um senhor de meia idade, que juntamente com uma senhora já idosa mesmo, destoava do batalhão de jovens na loja, foi sofrível e ao chegar com o aparelho no hotel, constatei faltar o dispositivo de abertura do cartão SIM. Retornei a loja e dei a sorte de ser atendido por um jovem muito educado e disposto a ajudar, pois o que me vendeu o aparelho nem ligou ou quis saber direito o que tinha acontecido. Bem, o vendedor atencioso atualizou o sistema, com muita paciência e me deu a pecinha que faltava.
Resolvida a questão da única coisa que realmente eu pretendia comprar nos EUA, vamos caminhar no delicioso Central Park.
E olha o esquilo aí...



A estátua a Romeu e Julieta
e aqui, o Belvedere Castle

e as eternas luminárias, que adoro encontrar, no mundo todo



e a bela vista panorâmica dos edifícios de Manhattan, emoldurados pelo parque.





No belo coreto, encontrei um jovem tocando maravilhosamente seu violoncelo. Aí, sim, dá gosto. Que delícia!!




E mais Central Park, ajudando a descansar, pelo menos a alma, da semana de caminhadas por quase toda Manhattan...



Imediações do hotel, mais uma vez, explorando os belos edifícios e ruas residenciais



e retorno, sempre entrando pelo belíssimo saguão,


para banho e nova saída.
Desta vez, para encontrar a prima Gabrielle, que trabalha e reside em Nova York há cerca de uma ano.
Fomos, caminhando, ao Fred´s da Amsterdam Avenue,

para botar o papo em dia e beliscar, bebericando umas cervejas.
Após as despedidas, nunca muito alegres, vamos embora repousar, numa noite de 16 graus.