segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dr. No

O filme que lançou a saga de James Bond. O Agente 007 (Sean Connery), tem que enfrentar o misterioso Dr. No, um cientista gênio, determinado a destruir o programa espacial norte-americano. Correndo contra o tempo, Bond precisa viajar para Jamaica, onde ele encontra a linda Honey Ryder (Ursula Andress, linda como sempre) e confronta o vilão megalomaníaco em sua ilha fortaleza.

N - Nando Reis

E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"
Como um elo

E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo...de novo...de novo...

domingo, 12 de setembro de 2010

A beira do abismo

Um divertido noir que traz um Bogart canastrão como nunca e uma história cheia de reviravoltas.

O cinema noir encanta gerações de cinéfilos amantes da arte. O roteiro de seus filmes, seus personagens e suas situações são praticamente as mesmas desde que O Falcão Maltês deu as caras e inaugurou o estilo narrativo e visual. À Beira do Abismo chegou apenas cinco anos depois de Falcão, com o mesmo protagonista: o sempre canastrão Humphrey Bogart. A fêmea da história (praticamente todo noir tem uma femme fatale, embora esta aqui não seja descaradamente fatal) é interpretada por Lauren Bacall e também traz todas as características que uma personagem de seu gênero deve possuir.

Possuidor de uma história nem sempre muito clara, na verdade ela não é um dos elementos mais importantes do filme. Bogart é um canastrão. Durante todo o filme devem passar, em sua mão, mais de uma dezena de pistolas diferentes. Isso sem contar a quantidade de vezes que vê uma pistola apontada para ele mesmo. Todo o filme parece uma grande peça de teatro, sem grande preocupação com o realismo das cenas.

O filme todo passa-se à noite (característica obrigatória do noir), com o detetive investigando inúmeras pessoas e visitando vários locais para avançar no caso. Os pensamentos vão passando de boca em boca e é necessário atenção redobrada para não perder um diálogo. Felizmente a história é apenas um aspecto secundário. O filme todo pode ser apreciado como uma sequência de cenas independentes, cada uma apresentando um novo diálogo canastrão por parte de Bogart ou algum diálogo ridiculamente artificial por parte de qualquer bandido. De fato, isso é divertido!

Os diálogos são geniais! Não no sentido artístico, mas são irônicos, cafajestes, ousados e sensuais. A cena do primeiro encontro entre Marlowe (Bogart) e Vivian (Bacall) é um exemplo de construção de diálogos muito interessante. O esperto mas desleixado detetive trocando ironias deliciosas com a mimada filha do milionário que o contratou promove uma das inúmeras boas cenas do filme. Tecnicamente destaca-se a trilha sonora, que invoca mistério e adiciona uma dose razoável de suspense às cenas, sobressaindo-se, inclusive, às imagens, nas cenas mais tensas. A fotografia do filme sempre bem escura não faz deixar de aparentar os visuais artificiais das cenas em estúdio, proporcionando um efeito que torna o filme ainda mais teatral do que já tinha citado anteriormente.

Em nenhum momento À Beira do Abismo configura-se como uma obra-prima. Hoje é reconhecido por inúmeros críticos e está presente em muitas listas como um dos grandes filmes de Hollywood da década de 1940. No final das contas, é apenas um bom filme de detetive, que não possui a mesma força do noir original.

Cecília Meireles

Nunca ninguém viu ninguém que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste, e eu sei que ela se vê bem...

Domingo de sol e gastronomia


De sunga e avental.... porque não podemos descuidar do fogão.
Obrigado pelo almoço queridas.
E Conan
também adorou!

Nunca

Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar
Nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei
Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei
Saudade
Diga a essa moça por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu te adorei
Tempos atrás
Saudade
Não se esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz

Primeiro beijo

Beijo

O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca?
Tanto beijo nascendo e colhido na calma do jardim nenhum beijo beijado (como beijar o beijo?) na boca das meninas e é lá que eles estão suspensos invisíveis.

(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 11 de setembro de 2010

Young people fucking

Honesto e divertido retrato de quatro jovens casais, um ménage à trois e uma noite louca de sexo. O casal, Abby e Andrew, tenta "apimentar" a sua monótona vida sexual, apenas para descobrir que as coisas são bem piores do que eles pensavam. Matt e Kris são amigos, companheiros de longa data, um doente por amor e o outro doente de amores. O seu plano de dormirem juntos descarrila quando o romance surge nas suas cabeças. Os exs, Mia e Eric, "enrolam-se" em memória dos velhos tempos, enquanto tentam esconder os sentimentos que ainda têm um pelo outro. No primeiro encontro, o playboy da turma Ken desabafa sobre a sua história com a ingénua Jamie, descobrindo alguns dos seus segredos durante o processo. Os colegas de quarto, Dave e Gord, estão sempre discutindo, mas põem as divergências de lado para um ménage à trois com Inez, a namorada de Gord. Em cada caso, os casais (e o trio) descobrem que o sexo nem sempre é tão simples quanto parece.

Trilha sonora

Nada melhor, com a caipirinha de banana, do que Samba Social Clube...