quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Voltando a ativa!


E após longo e tenebroso inverno, de volta a vida, aposentado, mas na ativa!!
Porque viajar é preciso. Viver... fundamental.

Vem aí uma bela estada em Veneza...


e um cruzeiro pelo Mediterrâneo, navegando por Itália (oba, mais vinhos), Grécia (vale o repeteco) e Montenegro, através dos portos de Bari, Katakolon (Olímpia), Santorini, Piraeus, Corfu e Kotor, pelo MSC Música.
MSC MUSICA  

Na volta, diário de viagem 2015!!






domingo, 18 de outubro de 2015

A Greve.

Entrando no horário de verão, me deparei, no Canal Futura, com o filme A Greve, do diretor Sergei Mickhailovitch Eisenstein,
Filmado entre julho e outubro de 1924 e montado em dezembro do mesmo ano, as primeiras apresentações aconteceram em março de 1925. Uma iteressante obra do cinema mudo russo.
Analisa de modo peculiar, um processo revolucionário e não apenas uma mera descrição de seus lances. Eisenstein trabalha com a montagem, o paralelismo  e a introdução de imagens simbólicas.
Os animais se tornam peças importantes do filme, com as primeiras cenas mostrando animais saudáveis e no final, um boi aparece no matadouro como forma de comparar com a morte dos grevistas pelo governo, que também não deixa de representar a classe de trabalhadores.
Os empresários e membros do czarismo são representados de formas estereotipadas se mantendo fiéis à realidade, bebendo uísque e fumando charutos. Mickhailovitch trabalha com montagens audiovisuais e as seqüências das cenas terminam com um plano de efeito sonoro por meio de características exploradas com objetivos visuais.
Fortemente marcado pela luta capital X trabalho, trata essencialmente da ascensão da classe trabalhadora sobre o capitalismo. O ideário político de Mickhaillovitch é característico neste filme. Os diretores russos foram os pioneiros da linguagem da teoria e da estética cinematográfica, sugerindo e definindo padrões que influenciaram realizadores por todo o mundo.
Afinal, após a Revolução de 1917, com a criação da União Soviética, as produções cinematográficas se tornaram peças estratégicas para propagandas político-ideológicas. Os filmes desse período eram obras que, não por acaso, exaltavam a força e o heroísmo do povo russo. Produções assim foram financiadas, bastante estimuladas e amplamente distribuídas pelo Estado.
Eisenstein foi coerente com seu princípio, com sua técnica e com seu tempo, interfaceando com a Vanguarda Russa.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dia das crianças.

Grande homem é aquele que não perdeu o coração de criança.
Todo mundo carrega dentro de si uma criança. E todo mundo aprende a reprimi-la para ser adulto. Crescemos e “temos” que ser sérios.
Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: “deixe de criancice!”? E desde quando precisamos deixar de ser crianças?
Ria de você mesmo, seja “ridículo”, brinque na chuva, de fazer castelos na areia, de fazer castelos no ar… Sonhe, faça bagunça no meio da rua, cante na hora que der vontade, converse com você mesmo como se tivesse conversando com um amiguinho, assista desenho animado e veja a sua vida como se ela fosse um desenho animado, brinque com uma criança… como uma criança…
Fique feliz simplesmente por ficar, sorria e ria sem motivo, ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações.
E acredite na pureza do ser humano… Na pureza de criança que talvez esteja escondida, mas que existe em cada um de nós.
Sabe, certa vez, uma mãe viu seu filhinho sentado em um canto da sala, recitando alto as letras do alfabeto: a, b, c, d, e, f, g… Intrigada, ela se aproximou e lhe perguntou: filho, o que você está fazendo?
Mamãe, você me disse para eu orar sempre a Deus. Acontece que eu não sei como fazer. Então resolvi ir dizendo o alfabeto inteiro para Deus, pedindo que faça uma boa oração com essas letras.
O fato poderia ser tomado como uma dessas coisas de criança se não houvesse tanta fé na simplicidade do gesto. Simplicidade que esquecemos muitas vezes.

Para alguns você vai parecer louco, bobo ou infantil… Mostre a língua para esses “alguns” e diga, como uma criança: “sou bobo, mas sou feliz!”
Esses “alguns” com certeza têm uma criança maluquinha, doida pra fazer bagunça também.
Isso não é deixar de viver com seriedade… É viver com a leveza de uma criança e obrigações de adulto.
Fica muito mais fácil viver assim.
Então, coloque uma panela na cabeça e solte o menino maluquinho que existe dentro de você! Só não vale subir no muro e achar que sabe voar, né?
Que Nossa Senhora da Aparecida e seu Anjo da Guarda, estejam sempre presente, protegendo de todos os males dessa vida.

Feliz Dia das Crianças a todos!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Carta a Luiz Fernando Veríssimo.



O escritor Luiz Fernando Veríssimo deu mais uma bola fora, engrossando o time dos pseudo intelectuais que defendem o (des)governo petista.
Felizmente, recebeu uma resposta a altura das besteiras que emitiu. Duvido tenha o escritor algo a replicar, provavelmente tendo que ficar de boca fechada.

Uma das ex-professoras das filhas do escritor gaúco Luiz Fernrando Veríssimo não gostou de ser comparada a vira-latas por protestar contra a corrupção do governo Dilma. Ela encaminhou esta carta ao editor, que vai publicada na íntegra:

Prezado LF Verissimo:
Na crônica com o título ‘O Vácuo’, comparaste os manifestantes contra o governo aos cachorros vira-latas que, no passado, corriam atrás dos carros, latindo indignados. Dizes que nunca ficou claro o que os cães fariam quando alcançassem um carro, por ser uma raiva sem planejamento. E que os cães de hoje se modernizaram, convenceram-se de seu próprio ridículo, renderam-se ao domínio do automóvel.
Na tua infeliz e triste comparação, os manifestantes de hoje são vira-latas obsoletos sitiando um governo que mais se parece com um Fusca indefeso, que sabem o que NÃO querem – Dilma, Lula, PT – mas não pensaram bem NO QUE querem no seu lugar. Como um velho e obsoleto cachorro vira-lata, quero te latir (não sei se entendes a linguagem de cachorros) algumas coisas:
1. Independentemente das motivações de cada um, tenho certeza de que todos os cachorros na rua correm em busca dos sonhos perdidos, que, em 13 anos, foram sendo atropelados não por um Fusca indefeso, mas por um Land Rover de corrupção, imoralidades, mentiras, alianças políticas espúrias, compras de pessoas, impunidade, incitação à luta de classes, compra de votos com o Bolsa Família , desrespeito e banalização da vida pela falta de segurança e de atendimento digno à saúde, justiça falha, etc, etc.
2. Se os cachorros se modernizaram e pararam de correr atrás do carro, não foi por se convencerem do próprio ridículo. Foi porque não conseguiram nunca alcançar os carros e isso os desmotivou. Falta de planejamento, concordo. Mas os cachorros de agora aprenderam que se correrem juntos, unidos, latindo bastante atrás do carro, cada vez mais e mais, de novo e de novo, chegará uma hora em que o motor vai fundir. Eles vão alcançar o carro. O motorista vai ter que descer do carro e outro assumirá. Pior do que está não vai ficar, embora o conserto vá demorar muito. Não vai ser fácil, mas os vira-latas vão conseguir se organizar, pelo voto. Não pela ditadura.
3. Não é verdade que o latido mais alto entre os cachorros foi o de um chamado Bolsonaro. Acho que estavas na França gozando das delícias de um croissant na beira do Sena (enquanto os vira-latas daqui corriam atrás do osso perdido) e não viste os vídeos das manifestações. Se bem que a TV Globo e o Datafolha também não enxergaram nada. O que mais cresceu na manifestação foi uma certeza, a certeza que vai fazer esse país mudar: com essa Land Rover desgovernada não dá mais. Os cachorros com seus latidos unidos jamais serão vencidos. E sabem que mais dia, menos dia, esse carro vai parar. É assim que começa, pena que eles não acreditem. Não vai ter mais dinheiro pra comprar brioches para o povo. E o número de vira-latas vai aumentar muito. Quem comandará a corrida? Não sei, só sei que prefiro ser um vira-lata à moda antiga do que um vira-lata moderninho que se rende a uma Land Rover.
4. Te enganas quando dizes que os cachorros de antes corriam atrás dos carros porque a luta era outra. Não, a luta é a mesma, o contexto é diferente. Os cachorros não querem um passaporte bolivariano. O vácuo vai ser preenchido, não te preocupes. Por quem for necessário e aceito, desde que não seja pelo exército do Stédile.
5. Em tempo: essa vira-lata que te fala foi professora das tuas filhas no antigo e admirável Instituto de Educação. Lá aprendi que é importante latir não por latir, mas para defender os sonhos possíveis. E tuas filhas devem ter aprendido muita coisa com os meus latidos. Continuo latindo, agora na rua, para derrubar o que acredito ser um mal nesta nação arrasada: a corrupção e, mais do que isso, um governo corrupto, que perdeu totalmente a vergonha. Eles criaram um “vácuo” de imoralidade e de incompetência que vai ser difícil de recuperar. Mas, vamos conseguir!
Atenciosamente, auauau.
ROSÁLIA SARAIVA.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pausa laboral.

"A hora do encontro é também despedida. A plataforma da estação, é a vida."
Não, eu não me vejo como na foto acima!
Aposentado eu já era desde 2012, com 39 anos, 7 meses e 7 dias de trabalho, contando o tempo de aposentadoria especial por atividade perigosa, insalubre e em turnos de revezamento, porém, continuei trabalhando e agora, com mais 3 anos e 4 meses transcorridos, aceito um incentivo oferecido pela empresa e me demito voluntariamente.
Poderia continuar? Sim, mas as políticas reinantes, a quase total falta de senso de cidadania, resultado da falta de apostas na educação, somados a inexistência de meritocracia reinante no país, me levam a parar por aqui, pelo menos por enquanto.
Graças a meritocracia reinante desde os tempos de meu saudoso pai, consegui uma condição de vida sem a falta de itens essenciais, consegui encaminhar um filho pela mesma trilha e que hoje, também, colhe frutos por seus méritos.
Hoje, não necessito mais engolir os sapos que saltitam a nossa volta, alimentados por mandatários ou representantes das mais diversas hierarquias do tabuleiro social brasileiro.
Agradeço a oportunidade que tive, de aprender e aprimorar conhecimentos e também pela experiência que pude adquirir trabalhando com equipes ótimas, além de todo o crescimento pessoal e profissional que consegui.
Hora de esquecer qualquer fato menos agradável e agradecer àqueles que sempre estiveram ao meu lado, nos bons e maus momentos. Nunca esquecerei a força que me deram para seguir em frente. Principalmente no ano passado, quando vivi a situação mais delicada e crítica de toda a minha vida.
Em cada local de trabalho por onde passei, nos quatro cantos do país, sempre uma novidade, um aprendizado, uma "confusão sadia" e mais pessoas "estranhas" fazendo parte da minha rotina diária. Com o passar do tempo, fui percebendo o quão especial cada um é. Na empresa da qual me desligo, passei muitos dos melhores momentos da minha vida e foi ao lado de companheiros lá existentes, que compartilhei muita alegria.
Do chamado chão de fábrica, passando por supervisão, coordenação, área de pesquisa, área de atendimento público e empresarial, gerência, área de assistência técnica, coordenação de Sistema de Garantia da Qualidade... É uma grande alegria poder me orgulhar da minha trajetória profissional e ter a certeza de que honrei o nome de meu finado pai, também aposentado na mesma empresa.
Aliás, impossível deixar de relacionar nossas aposentadorias. Em 1985, estava eu, recém casado, viajando em lua de mel, quando meu pai avisou que estava se aposentando. Havia trabalhado 32 anos, apenas nesta empresa. Este ano, meu filho recém casado e em viagem de lua de mel, avisei-o que estou aposentando, após 33 anos na mesma empresa. Ops, 1 ano a mais do que meu pai? Não se descontarmos meu afastamento por graves motivos médicos, ao longo do ano passado. Para completar os "sinais", hoje, dia 09 de julho, quando fui homologar meu desligamento profissional, me dei conta de que está fazendo exatamente 17 anos que meu pai faleceu...
Sigo com a sensação de missão cumprida e desejo a todos que realizem as suas metas profissionais. Parodiando Sarah Westphal, "Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Continuarei sempre a disposição para um churrasco ou um bate papo.
Um abraço forte a todos e... nos encontramos pela estrada!!