domingo, 30 de julho de 2023

Báltico XVI

E chega 25 de junho, o dia da volta. Acordamos as 9:15 horas e tomamos café tranquilamente, saindo do hotel as 12:30 horas, a pé, em direção a Estação Central. Menos de 10 minutinhos de caminhada e embarcamos no Arlanda Express, que partiu às 12:57 horas. Uma delícia de percurso em um trem que atinge 220 Km/h, desembarcando já no terminal do Aeroporto de Arlanda, às 13:25 horas.

O aeroporto estava completamente lotado e muito movimentado. Nosso voo com destino a Lisboa, onde faríamos conexão para o Rio, partia apenas às 18:55 horas, então eu pretendia despachar as malas e irmos para a Sala Vip, porém, a porcaria da TAP, somente abriu o despacho de bagagem uma hora e dez minutos antes do embarque, gerando uma enorme fila. E em seguida, para passar pelo raio X, pegamos uma absurda fila de, sem exagero, 50 minutos.
Enfim, lá fomos nós
O voo decolou com 10 minutos de atraso, após um embarque complicado e até com uma inexplicável troca de cartões de embarque sem explicações. Foram 4 horas de voo, em um A-320 como o do voo para Copenhagem, com poltronas que não reclinavam, sem entretenimento ou internet, duas tomadas para cada três poltronas e péssima tripulação de cabine. TAP: cada dia pior!!



Pousamos em Lisboa às 22:15 horas, lembrando que o fuso horário voltou para +4. O avião parou num ponto tão longe do terminal, que o ônibus teve que rodar muito até o terminal.
Curiosidade: uma outra passageira, brasileira também, disse ter recebido um SMS da TAP, a caminho do aeroporto em Estocolmo, informando que o voo tinha sido cancelado e ela embarcaria no dia seguinte e perguntou se eu também havia recebido, o que não ocorreu. Ou seja, mais uma vez, a TAP mostrando que está com uma péssima prestação de serviço...
A decolagem seria às 23:30, mas decolamos com um atraso de 35 minutos. Apesar disso, a chegada ao Galeão foi com apenas 10 minutos após o previsto.
Após o desembarque, uma passadinha na free shop para pegar uma encomenda feita antes de viajar e ainda tivemos que esperar uns 30 minutos pelo motorista que eu havia tratado previamente para nos buscar. Afinal, qual é o motorista de UBER que aceita levar alguém para Niterói, pra depois voltar para o Rio? O UBER se igualou ao táxi e todos os serviços estão nivelados por baixo.

Coloco aqui um resumo da viagem em alguns números:
Total de dias de viagem: 18
Distância percorrida em aviões: 20.881 Km
Distância percorrida em navio: 4.566 Km
Distância percorrida a pé: 165 Km
Calorias consumidas: 10.000
Cidades visitadas: 10
Fotos e vídeos feitos: 1.890

Alguns comentários e constatações sobre a primeira grande viagem feita por nós, pós pandemia:
- Queda na qualidade dos serviços aéreo e marítimo, pelo menos das empresas que utilizamos;
- Como quase sempre, a agradável sensação de segurança e confiabilidade por onde passamos;
- O alívio, alegria de viver e sensação de liberdade, das pessoas nos países libertos do comunismo;
- A civilidade das pessoas, respeito pelas leis e, principalmente, pelo outro, por onde passamos;
- O respeito e o valor dado à educação, à cultura em geral e à memória dos antepassados; 
- A limpeza, organização e funcionamento de tudo, também em todos os lugares;
- Fica a tristeza de sempre, pelo quanto nosso país está longe do que vimos...

sábado, 29 de julho de 2023

Báltico XV

 Dia 24, acordamos as 9:15 horas e logo providenciei o check in dos voos de retorno, pelo celular. Claro que os assentos marcados pela TAP, eram os piores possíveis e alterá-los me custou mais 400 Reais, sendo que na vinda eu já havia gasto o mesmo para remarcar os assentos..
Em seguida ao café, retomamos as caminhadas pela cidade.

Aqui, o Museu do Prêmio Nobel, inaugurado em 2001, para comemorar os 100 anos da famosa premiação.

Em seguida caminhamos em direção ao Palácio Real e pudemos curtir pomposas apresentações militares, ainda no contexto do ano do jubileu do reinado do Rei Carl XVI Gustaf e da Rainha Sílvia.









Olha o real casal... rs
Após assistir todas aquelas apresentações, pensamos em conhecer o interior do Palácio Real, mas era sábado e as filas eram absolutamente desproporcionais e sob o sol. Uma pena...
Então, retomamos a caminhada pela ensolarada cidade, que estava em clima de verão.

Passeamos a beira dos canais


e lá está o Museu Nacional de Belas Artes, palco, em 2000, do oitavo maior roubo de arte do mundo. duas obras de Renoir e uma de Rembrandt. No ano seguinte a polícia recuperou um Renoir e em 2005 encontrou criminosos tentando vender o Rembrandt por 42 milhões de dólares.
O museu possui coleções de pinturas e esculturas, artes aplicadas e design, gravuras e desenhos e coleções dos castelos reais. Uma pena o tempo de que ainda dispunhamos ser tão exíguo.
Novamente a Sergels Torg, ou Praça Sergel, com o obelisco feito de aço e vidro, localizado no centro da fonte. Foi instalado em 1974 e desde 1993 é iluminado por dentro.
Antes de retornar, fomos até a Estação Central, muito próxima do hotel e comprei numa máquina, os tickets do Expresso Arlanda, o trem que nos levaria no dia seguinte ao aeroporto. Para dois passageiros, viajando juntos, custou 420 SEK, Coroas Suecas. Na cotação atual, cerca de 188 Reais.
Fechamos o dia, após 12 quilômetros de caminhada, retornamos para comer algo e fazer as malas, porque no dia seguinte chegaria o momento de iniciar a volta pra casa.
Depois, banho e dormir, já meia noite.

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Báltico XIV

Dia 23, acordamos as 9:15 horas e tomamos um ótimo e completo café da manhã no hotel, saindo para explorar a cidade, em seguida.
Logo nos deparamos com o edifício da Sala de Concertos de Estocolmo, de 1926. É o local onde são realizadas as cerimônias de entrega dos prêmios Nobel de Medicina, Física, Química e Literatura. Na frente, a escultura Orpheus Group.

E seguimos apreciando mais da bela arquitetura da cidade.
O Teatro Dramático Real, de 1908, em primeiro plano

e o Kvarteret Bodarne, que se trata de uma construção de 1904, que na verdade são três edifícios.


São muitos prédios belíssimos pelas ruas...


A Ponte Djurgården Heimdall, que conecta a parte continental de Östermalm à ilha Djurgården, com uma de suas estátuas.

Mansões e Palácios margeiam os canais de Estocolmo,

bem como, áreas com bares, restaurantes e opções de diversão náutica.


Lá, em azul, o Blå porten, o portão de entrada para o Royal Djurgården. Bem ao estilo Sueco, o portão representa bem o país, com o toque de realeza da coroa no topo e acabamento dourado, as cores e o símbolo viking da Suécia, o Alce.. Soube depois se tratar de um conjunto de parques entre os mais belos do mundo, mas infelizmente, nosso tempo era exíguo para esplorá-lo. Uma pena.
Agora, a fachada do Museu Nórdico
e um pouco do seu interior

Ih, pra que lado? rs

Parece que estamos na ilha dos museus mesmo. Aqui o Museu de Biologia.

E agora, um museu ao ar livre, o Skansen, que exibe casas e modelos de fazendas históricas, entre o século XVI e a primeira metade do século XX. Infelizmente, com sol a pino, filas gigantes e pouco tempo para ver tanta coisa, tristes, desistimos de entrar.
Ali em frente, o Museu do Abba. Por mais que eu goste do Grupo Abba, declinei de pagar o equivalente a quase 300 Reais por pessoa, para ver fotos, vídeos e bonecos de cera dos antigos integrantes do grupo. Não é "pão durice", é custo benefício e otimização do tempo.
Na cidade também há um Tivoli Parque...

Então chegamos a um museu que eu, como amante das coisas náuticas, fiz questão de visitar, o Museu do Vasa.
Em sueco, Vasamuseet, é um museu histórico onde está exibido o navio Vasa, um navio de guerra sueco, que afundou quando deixava o porto em sua primeira viagem, em 1628, causando comoção nacional à época. Após 333 anos debaixo d´água, foi recuperado e tornado acessível ao público neste museu. Atualmente é o museu mais visitado dos países escandinavos, com mais de um milhão e meio de visitantes todos os anos.


O Vasa foi construído a pedido do Rei Gustavo Adolfo II, com o desafio de se constituir no mais potente navio de guerra de seu tempo. Os seus três mastros principais elevavam-se a mais de 50 metros de altura, suportando uma dezena de velas e ele era equipado com 64 peças de artilharia de diversos calibres e magnificamente decorado com 700 esculturas entalhadas em madeira. A tripulação era de 400 homens.
No dia 10 de agosto de 1628, poucos minutos após ter soltado ferros para a sua viagem inaugural, após ter percorrido 1.300 metros, foi acossado por uma forte rajada de vento que o fez inclinar para esquerda, deixando entrar água pelas portas de arma inferiores e causando o naufrágio ainda no porto, num acidente que envergonhou o país.
Na década de 1950 o navio foi encontrado imerso no lodo do fundo do porto, que conservou relativamente intacta a estrutura da embarcação, dada a baixa salinidade das águas de Estocolmo. Em 1961 o navio foi trazido à superfície, no que foi um dos mais importantes trabalhos de resgate e restauro do nosso tempo.
Uma cópia em miniatura,

com todos os detalhes.


E pensar que tudo é original, recuperado do fundo do mar...

No museu podemos observar os aspectos construtivos e de resgate, limpeza, preservação e restauro da embarcação, assim como aspectos da vida cotidiana da Suécia no início do século XVII.
Aqui, uma representação de como era a disposição de tudo de das pessoas, a bordo de um galeão como esse.



Detalhe dos entalhes na popa


e a figura do leão, que ficava na proa.

Retomamos a caminhada e as fotos. Aqui, novamente, o belo edifício do Museu Nórdico



E já por volta das 7 e meias da noite,hora de caminhar de volta em direção ao nosso hotel...
Novamente o prédio do Museu Dramático Real

e muitas outras belas construções pelas ruas.
De repente, já próximos ao hotel, começou uma leve chuvinha de verão que nos obrigou a pequenas corridas e a andar sob as marquises. E pensar que eu trouxe dois guarda-chuvas e na única vez que foi preciso usar, estavam guardados... rs
Após o banho reparador, uma saída para comer e, como de costume, uma passadinha no mercadinho local para água, coca cola e uns belisquetes.
Um parêntese a propósito de bebidas alcoólicas na Suécia: Há centenas de anos foram feitas várias tentativas de regulamentar a produção e consumo de álcool, mas nada funcionava. Em 1766 o rei Adolf Fredrik desistiu de vez, abolindo todos os projetos Com isso, a Suécia virou uma terra de ninguém no quesito álcool, que virou um problema de saúde pública. Em 1850 o governo começou a ter controle sobre a venda de bebidas alcoólicas e em 1870 o lucro gerado com a venda passou a ser obrigatoriamente repassado ao governo. Com a Primeira Guerra Mundial houver um racionamento, que deixou de existir em 1955 e as pessoas passaram a poder comprar o que desejassem nas lojas da rede estatal Systembolaget. O consumo voltou a aumentar e o governo aumentou muito os impostos sobre o álcool, tornando os preços muito salgados para os consumidores. O custo é proibitivo para quem ganha em Reais,  
Bem, os dias longos de verão estão nos deixando confusos e exaustos. Deu meia noite fomos dormir.